Descarte de EPI Como e quando fazer da forma correta

Descarte Correto de EPI: quando e como fazer?

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O descarte adequado reduz riscos, tanto ambientais, quanto à população, positivando a saúde e o bem estar de todos.

Preservar a segurança e a saúde do trabalhador é uma das principais funções de uma empresa, como papel de contratante. Para auxiliar este desenvolvimento, são utilizados equipamentos que diminuem a incidência de acidentes e protegem contra possíveis riscos, conhecidos como Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Assim como as instituições têm a obrigatoriedade de disponibilizar esses materiais, também se faz indispensável o seu descarte adequado, para evitar posteriores contaminações.

Ainda que 85,2% dos trabalhadores estejam no grupo da População Economicamente Ativa (PEA), ou seja, aqueles que são capazes de trabalhar, atuando no setor produtivo do país; cerca de 14,7 milhões de pessoas estão em situação de desemprego, muitas operando no mercado informal. Os dados apontados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ressaltam a preocupação de que tais atividades consideradas não formais, podem gerar riscos e ineficiência quanto à saúde do trabalhador.

Tendo em vista estas informações, é ainda mais fundamental aplicar o descarte correto dos EPIs, para que estes não sejam reutilizados e não haja possíveis exposições e contaminações. Alguns equipamentos como capacetes, calçados e roupas, porém é preciso fazer a lavagem correta, existem empresas que são especializadas nesse tipo de serviço. São indicados diversos pontos a serem realizados pelas empresas e seus funcionários, de maneira que evitem a ocorrência de quaisquer riscos.

Quando realizar o descarte do EPI

No geral, os Equipamentos de Proteção Individual devem ser descartados quando a sua data de vencimento estiver ultrapassada, ou caso tenha sofrido algum tipo de danificação ou contaminação, que tornam o uso inadequado. Contudo, não é feito apenas o descarte em si, mas sim aplicar as etapas de classificação e avaliação do seu funcionamento e validade, sempre feito por um profissional especializado. Lembrando que o ideal é que o EPI seja periodicamente higienizado e realizada uma revisão. Além disso, os funcionários devem ser orientados e treinados para utilizar corretamente o equipamento e conservá-lo.

Inicialmente os equipamentos de proteção são classificados de acordo com a Norma ABNT NBR 10004:2004, sempre evidenciando o tipo de resíduo. Isso é necessário visto que existem vários tipos de EPI, cada um referente a uma parte do corpo e a variados riscos ocupacionais. Cada situação pode resultar em uma diferente contaminação, seja ela por riscos biológicos, tóxicos ou químicos, por exemplo.

É importante ressaltar que a classificação dos EPIs ocorre em três níveis, os Resíduos Perigosos de Classe I, que se referem aos equipamentos nos quais há contaminação no decorrer de sua utilização, em que há exposição aos chamados riscos químicos, tóxicos e patógenos. Neste caso também existe a ameaça de contaminação biológica à sociedade e ao meio ambiente. Os Resíduos Não Perigosos de Classe II A, são considerados não inertes, tendo em vista que apesar de agirem com o ecossistema, não apresentam diretamente nenhum tipo de risco. Por sua vez, os Resíduos Não Perigosos de Classe II B, que neste caso são os resíduos inertes, necessitam de descarte adequado por não serem biodegradáveis, ainda que não ofereça nenhum risco de contaminação.

Depois de ser concluída a classificação do equipamento, é realizada a avaliação quanto ao desempenho e funcionalidade do EPI, além de seu tempo útil pré designado. Nesta etapa é essencial verificar se a proteção proposta ainda cumpre de maneira eficaz as suas funções de proteção. 

Como fazer o descarte correto do EPI

Os Equipamentos de Proteção Individual são sempre descartados de acordo com a sua classificação, previamente identificados. Aqueles de Classe I, devem ser manipulados com maior destreza, por conta da exposição e risco ao bem estar e segurança do trabalhador e também do meio ambiente. Os Resíduos de Classe II A tem maior facilidade para serem descartados, visto que grande parte deles são biodegradáveis. Já os de Classe II B, também devem ser feitos por profissionais e empresas especializadas, por conta de não serem suscetíveis à degradação, seja na água ou no solo, podendo até contaminá-los.

O descarte final do EPI ocorre usualmente em aterros, ou a partir da incineração do equipamento, sempre de acordo com a sua classificação. Para facilitar e impedir que eles sejam misturados e/ou trocados, são fixadas etiquetas para especificar o conteúdo, a classificação e os possíveis riscos.

Importância do descarte correto do EPI

A maneira e o local adequado de descarte do Equipamento de Proteção Individual está diretamente ligado às questões de biossegurança. Isto acontece em função de existir a possibilidade de contaminação humana e ambiental, em alguns casos, e a demora na decomposição de outros tipos de equipamentos, podendo levar inclusive a centenas ou milhares de anos.

Por esse motivo, é fundamental que exista manutenção e averiguação dos equipamentos, de forma que eles não sejam descartados antes do necessário ou após o período limite de substituição, para não haver desperdício ou exposição aos riscos. Dessa forma, é de responsabilidade da empresa realizar toda a orientação e treinamento dos colaboradores, além de manutenção e troca adequada de todos os EPIs. Reduzindo, assim, quaisquer impactos, sejam eles ambientais ou na saúde ocupacional dos funcionários e da sociedade em um geral.

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